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quarta-feira, 5 de junho de 2013

O protesto dos baderneiros

"O meu direito acaba onde começa o do outro."

     Muitas pessoas precisam aprender esse princípio de boa convivência. Aconteceu de novo, mais uma manifestação de parar o trânsito, literalmente. Desta vez, não foi o povo pobre da periferia queimando pneus que atrapalhou o vai e vem da população, na principal avenida da capital baiana. Não! Desta vez, foi uma parcela da população muito bem instruída, abastecida financeiramente.
     De repente, alunos e professores duma grande faculdade particular, aqui em Salvador, resolveram punir a população, porque os professores não recebem o salário em dia, e que a faculdade não oferece um curso de qualidade. O protesto provocou um engarrafamento de 10 quilômetros, na tão sofrida avenida Paralela.
     O que nós temos a ver que os professores não recebem em dia?O que temos a ver que uma faculdade particular não dispõe de recursos para dar treinamento de qualidade aos seus alunos? O que temos a ver que um estabelecimento de ensino vive de aparência, como é o caso dessa faculdade? Se faltam recursos para isso e para aquilo, por que tantas propagandas como as que eu vejo por aí espalhadas em outdoors? Perguntar não ofende.
     Caros estudantes e professores, o ensino de qualidade padece em todo o Brasil - ensino particular não foge à regra. Isso sem falar nas condições precárias dos estabelecimentos de ensino das escolas públicas. Já  imaginou se todos bloqueassem as vias públicas por causa disso?
     Se for levado em conta o mesmo princípio que fez com que vocês impedissem o cidadão de ir e vir, qualquer trabalhador também teria o mesmo direito de travar o trânsito caso seu patrão não pagasse o salário em dia. Já imaginou o tamanho da baderna? Por que não fazem o protesto em frente à casa do diretor da faculdade, ou seja lá quem for o responsável por ela? Será que ao menos uma dessas mentes dementes não pensou que poderia haver pessoas a caminho do hospital? E que uma dessas pessoas poderia ser seu familiar? Cambada de baderneiros!!
     O que ninguém desses baderneiros imaginou, é a forma como o protesto acabaria. Muitos tiveram que sentir o cheirinho de gás lacrimogêneo e outros foram acertados por balas de borracha, usadas pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar.Isso mesmo, o Batalhão! Exagero? Que nada! Foi uma acertada decisão da SSP que tem meu total apoio.
     Foi tão acertada a decisão da polícia, que os baderneiros não voltaram mais e nem ameaçaram voltar.
     Você que uma dia pretende prejudicar a população com a sua "indignidade", aprenda isso: nós somos livres, mas temos regras.
                                                          Meus parabéns à polícia!! 


   
   

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Reféns duma categoria

     A população soteropolitana está mais uma vez com os "nervos à flor-da-pele", e com razão, já que há poucos dias, os rodoviários resolveram paralisar suas atividades por algumas horas, sob alegação de que se tratava duma reunião nas garagens, e que essa reunião teria terminado tarde.Hoje, foram feitas mais reuniões com empresários, mas ainda não houve acordo para ambos os lados.
     Juro que eu não entendo essas manifestações. Têm-se todos os anos, as mesmas reivindicações, os mesmos protestos. Ora, a causa do protesto deste ano, já não foi resolvida na greve do ano passado? 
Esses grevistas são espertos. Para fazerem a população se penalizar por eles e defendê-los, eles MENTEM quando dizem que além reivindicarem aumento de salário, melhores condições de trabalhos, ticket disso e daquilo, ainda estão reivindicando melhores condições de transporte para os passageiros. MENTIRA! Não acredite.Pois, se todos os manifestos forem atendidos, exceto o de melhor conforto para os passageiros, eles terminam a greve. Estão pouco se lixando para a qualidade do transporte para a população.
     Em Salvador, a corrida de mototáxi é muito cara; e, não temos metrô.Pegar a população de surpresa como sempre fazem, é muita covardia.Isso sem falar que quando estão legalmente em greve, desobedecem à Justiça quando não põem os 30% da frota para circularem. Por que não fazem como em alguns lugares e rodam com a catraca liberada. Assim não prejudicaria a população. Será que os idealizadores dessas greves gostariam de chegar enfermos a um hospital e não encontrar médicos? Gostariam de chegar a uma delegacia para registrar queixa e encontrá-la fechada?
     Fazer o quê? Vivemos numa cidade sem Lei.Quando não somos os "bandidos", somos os "reféns". Sim, reféns duma categoria sem categoria.
    

domingo, 27 de janeiro de 2013

O Brasil está de luto!

     Milhares e milhares são vítimas da violência urbana todos os anos em nosso país. Quem não se lembra dum recente caso, em que uma menina de apenas 4 anos, foi atingida por um tiro de bala na cabeça na noite de Natal na favela de Urubuzinho no Rio? Quem não se lembra de um recente caso, em que um jovem foi assaltado enquanto estava dentro do carro, e, mesmo não reagindo, foi baleado e morto pelos bandidos? São dois casos, que infelizmente, não são exceções, muito pelo contrário.O Brasil é o país com maior número absoluto de homicídios do mundo.Mesmo em números proporcionais, está num dos primeiros lugares.
     Morte por homicídio é uma coisa, morte por acidente no trânsito é outra. Centenas de pessoas morrem por dia no trânsito brasileiro, destruindo assim centenas de famílias.
     E o sistema de saúde pública? SUSsto! A falha no SUS foi um dos fatores que contribuiu para a morte de Adrielly dos Santos, a menina de 4 anos, citada acima. Os idosos têm que dormir na fila dos estabelecimentos de saúde para conseguir uma senha para serem atendidos semanas ou meses depois, Isso mesmo, eu não exagerei, meses depois.Experimente ficar ao menos um turno num desses hospitais públicos, e veja que situação! Pessoas morrendo aos poucos; recebendo leite com café nas veias; recebendo doses exageradas de medicamentos. Aliás, eu já estava esquecendo, para que serve a consulta, se você já sabe o que tem? Vai lá se consultar, sabe o que o doutor vai dizer: "É virose". Enquanto tudo isso acontece, os políticos pagam 600 mil reais a uma cantora de axé, para inaugurar um hospital público.
     E a seca que assola o semi-árido baiano, matando centenas de animais e deixando centenas famílias em necessidades básicas? A chuva chegou há pouco tempo, mas as necessidades persistem, e não se sabe até quando. Além das consequências às famílias e aos animais que moram na região da seca, muitos de nós, de outras regiões, também temos consequências, tal como: o aumento no preço dos alimentos. Você já tem  tenha noção de quanto está o preço da farinha, óleo e feijão? Caso você seja sustentado por alguém, talvez não sinta o impacto no bolso.Caso contrário, saiba que isso é resultado da seca em algumas regiões.
     Temos motivos pra chorar enquanto muitos que estão abaixo da linha de pobreza não tem o que comer, ao passo que muitos que estão com carro na garagem, estão recebendo bolsa-família. 
    Sim, todos os dias o Brasil chora - quer individual, quer coletivamente. A repercussão ao choro depende do tamanho do destaque da mídia.Por exemplo: aquele acidente de ônibus que matou 50 pessoas, que aconteceu em "brogodó", merece uma edição de capa ou um "notinha" lá no canto do jornal? Qual é o critério pra isso? O grau de renda das pessoas ou a região em que elas moram? Não sei! Só sei que todos os dias temos motivos para chorar pelo sofrimento alheio. Por isso eu concordo com o Governador Tarso Genro, do Rio Grande do Sul, aquele Estado em que houve um acidente numa boat em que mais de 200 pessoas morreram de uma só vez, quando ele disse: "O Brasil está de luto". Pra confirmar a veracidade da declaração do Governador  leia o jornal do mês passado, de ontem, de hoje....
     Sim, Tarso Genro, o Brasil está de luto, e sempre esteve! 
     
     

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Um outro jornal, por favor!

     Sempre tive o hábito diário de ler jornal impresso - mas engana-se  quem pensa que abro o jornal direto na página de polícia e esportes - prefiro os editorais, economia , comentários do público e política. Um dos meus jornais preferidos é o A Tribuna do Espírito Santo. Um jornal atraente, em formato de caderno ( que facilita o virar de páginas), leitura fácil, informação rápida e objetiva; e apesar de pertencer à rede SBT, tem a minha comentarista de economia preferida - a Miriam Leitão. A coluna dela é publicada simultaneamente com vários jornais do país - entre eles o Correio* (da Bahia).
    No primeiro mês da minha chegada em Salvador foi também o mês do novo desenho gráfico do até então Correio da Bahia ( hoje apenas Correio*). Diferente do que o Correio* dizia em suas páginas e ainda diz, o novo formato não é novidade. Ele fez barulho como se fosse o único jornal daquela maneira. Mentira! O jornal ficou muito parecido com A Tribuna que já tem esse formato há anos. Parece que o cara que fez novo formato do Correio* andou por aquelas bandas do Espírito Santo.
  Eu também lia o Gazeta do Espírito Santo, mas era um jornal que tinha todas as características citadas acima, só que ao contrário.
  Hoje em dia o meu jornal impresso "titular" é o Correio*, pelo simples fato deu não ter mais acesso ao jornal de papel do Espírito Santo, e também, pelas mesmas características que tem o jornal capixaba. Mas essa minha preferência pelo jornal Correio* pode acabar já em 2013. Por quê?
  Eu aprecio muito a concorrência nos órgãos da imprensa. Mas uma coisa é a concorrência entre eles, outra coisa é a parcialidade dentro deles.O que faz uma imprensa parcial? Manipula a opinião de quem recebe a informação; não apresenta o fato como realmente é.
   A partir de 2013 Salvador terá como prefeito nada mais nada menos que um sócio da Rede Bahia - afiliada da Rede Globo. Sim, o Correio* faz parte desta Rede! Conseguirá esse jornal manter a imparcialidade durante o mandato de um dos seus donos? Mostrará à população os problemas da cidade sem retoques e sem maquiagem? Mostrará os podres da administração do gestor da cidade, (se houver)? A população de Salvador sempre julgou a emissora de TV da mesma rede, porque mostrava uma Salvador que não existe - isso na época do carlismo.
  Não precisa chegar 2013 pra saber que o Correio* será um jornal parcial, manipulador. Quem esteve mais atento percebeu que a coluna de Clécio Max durante a eleição para prefeito, sempre tendenciou os seus leitores a votarem no principal candidato da oposição (Neto). Sim, não havia um dia em que ele (Clécio), não dava um comentário desfavorável a respeito do candidato do PT, ou do próprio PT, ou a insatisfação de pessoas cujas cidades são governadas pelo PT. Comentários discretos, com rodeios, aparentemente a serviço do leitor, mas por trás tendenciosos. Não é assim que deve agir um jornal ou um colunista imparcial.

Com tudo isso não quero dizer que estou torcendo para que o futuro prefeito tenha uma péssima administração - isso seria uma burrice da minha parte! Uma ignorância sem tamanho! Afinal, quando uma cidade é bem administrada quem ganha é o cidadão, quem ganha sou eu. Salvador padece. Lixão pra todos os lados, transalvador sem verba suficiente para administrar, pelourinho pede socorro, transporte público caótico e metrô que há mais de doze anos está em construção - dentre muitas outras coisas. Não sou afiliado a nenhum partido político, e desejo sinceramente que ACM Neto faça uma boa administração e resgate a auto-estima dos soteropolitanos.

Como o meu jornal favorito já me deu uma prévia de como vai agir durante o mandato do seu dono (em parte), vou então mudar minha preferência e passar a ser leitor assíduo de um jornal que não tem rabo preso com político ou patido, porque de certa forma, cá entre nós, a maioria dos jornais é atrelado a algum órgão, né?

   Quando temos uma imprensa que cobra do poder público o que já é obrigação dele fazer, quem ganha é a população. E eu não estou a fim de abrir um jornal e vê uma cidade que não existe, maquiada. Se há problema, quero solução!



terça-feira, 20 de novembro de 2012

A sociedade do Medo

Medo ao sair de casa com seu carro para trabalhar (de repente, um revólver apontado para sua cabeça), ou, ir a pé mesmo para o ponto de ônibus

Medo de ser assaltado dentro do ônibus

Medo de passar 'por aquela rua'

Medo de ser assaltado num caixa eletrônico

Medo de ser vítima de uma saidinha bancária

Medo de sair à noite

Medo de chegar tarde da noite em casa

Medo de falar ao celular na rua

Medo de quem está atrás de você na fila

Medo da pessoa estranha que te pede informação

Medo de abuso sexual (estupro)

Medo do nosso reflexo

Meu Deus!O Brasil, um dos países mais "cristãos" do mundo, é também um dos mais violentos.O que há de errado?
A falha do poder público? A falha na educação de nossos pais? A impunidade?
Não sei!
O que posso dizer com certeza, é que infelizmente, a violência já faz parte da nossa cultura.

                                          SALVE-SE, QUEM PUDER!


domingo, 14 de outubro de 2012

Capital x interior

Se você é do interior e nunca veio à capital, experimente!Quando chegar aqui, uma das primeiras perguntas será: "Você é do interior?"
Bom, vou logo dizendo e ensinando para os "da capital", que as regiões se dividem em: capital, região metropolitana,interior, litoral e fronteira (se houver mais pode me dizer). Logo, teríamos que perguntar: "Você é do interior?(dentro); do litoral? (orla, borda); da fronteira? (divisa).
Nasci no litoral, morei muitos anos no interior, e, atualmente moro na capital.
É irritante esta maneira de pensar dos "da capital" em achar que os do interior são "caipiras". Uma certa vez um colega de trabalho me perguntou se na minha cidade as pessoas tinham acesso à educação.Disse a ele que na minha cidade existem três faculdades - uneb, factef,e facsul. E também é uma 'cidade-polo', por sustentar outras cidades inclusive de outros estados.
Tamanha é minha surpresa em ver que muitos nativos dessa capital são de mal com língua portuguesa.Falam errados, absurdamente errados.Escrevem errados, beiram o ridículo.Não é de admirar que o Ideb avaliou as escolas de Salvador como umas das piores do Brasil.
Bom, eu vou pegar o ritmo local e deixar a educação de lado.Vou falar sobre 'outras coisas'.Para aqueles que nunca foram ao 'interior' talvez imagine uma cidade pequena com aquelas casinhas  com uma porta e duas janelas ao lado com móveis simples e pessoas na frente de suas casinhas observando "a vida passar" (o que é de pessoas "da capital" que "olham a vida passar" e que adoram uma fofoca, não está no gibi).
Talvez fiquem surpresos em saber que uma cidade do interior da Bahia é maior do que sete capitais do Brasil, cidade moderna, com trânsito caótico, com prédios enormes - deve alguma coisa pra capital?
Talvez fiquem surpresos em saber que os do interior têm internet, carros populares e de luxo, leem jornais, têm TV de plasma e LCD, têm conta em banco, cheque, cartão de crédito, falam idiomas, fazem viagens internacionais, etc e tal.Ah, sim! interior também tem shopping center, viu minha gente - com direito à escada rolante.
Talvez fiquem surpresos em saber que muitos do interior, mesmo sendo pobres, não moram em favelas amontoadas, onde têm como vizinhanças ratos e esgotos à céu aberto (oh!, que orgulho da capital).
Aliás, pensando melhor, nós "da capital" somos "fundo de quintal" de outros países. Somos os "caipiras" de outros povos, onde ousamos em usar nossos bens materiais como "status", onde moramos em beco e vielas, onde levamos farofa à praia, onde furamos filas pra levar vantagem, onde mesmo tendo uma condição financeira razoável ainda assim nos cadastramos nos programas sociais do governo,pois somos "usurentos".
Diferença da capital para o interior??? Qual???? Deixe-me ver.....ah, sim!, além da capital ser maior ainda tem o palácio do governador que sempre é na capital, né? Sinceramente, não vejo mais diferença.


Para mim, interior tem nome. Qual o nome do seu?